É, assim começou a história, assim ela se apaixonou...
Quando ela jamais, nunca pensara em se apaixonar, tudo mudou, num mero segundo, numa fração de momento...
Ela estava lá, tinha uma certa mania, histérica, de querer que todos os olhos olhassem prá ela... talvez vestígios de uma infância mimada, mas era assim que ela era... passou por fases desapercebidas, fases de uma compulsividade em querer ser percebida.. se dizia tímida.
Falava, se mexia, mexia histercamente as mãos enquanto falava para conseguir que olhassem pra ela...
Mas, naquele dia, ela não queria ninguém olhando, ela não queria ninguém percebendo a tal lágrima que caía, então ele a olhou... não apenas olhou, foi mais além, a percebeu, como talvez ninguém a tinha percebido, isso a assustou, ela não se habituara àquele tipo de olhar.
ela bancava a forte, mas na verdade não era... num simples olhar, ele a viu linda, mesmo em meio a tantas lágrimas... isso a tocou, como nunca a tocara .
ela se acostumara, ela agora sabia viver só.
Mas, quem disse que ela gostava? no fim da história, era sempre ela esperando que alguém sentasse ao seu lado, que alguém percebesse as lágrimas...
Ele percebeu... as enxugou ...
a partir daí, não houve mais saída... ela se feriu novamente...
Hoje, ela superou... ninguém mais povoa seu coração...
mas, quando se vê desatenta, ainda sente falta do cheiro dele, de um alguém a percebendo como ele fazia, de alquém que a protegia, como ele...
de um quase sorrir como ele quase sorria...
Não a leve a mal, não a julgue por expôr suas lamentações o tempo todo, é só o fato que ela não consegue se livrar do tal nó ... ela só mostra o que guarda abafado na garganta, tudo o que queria realmente dizer, mas nunca houve o momento...