segunda-feira, 29 de março de 2010

É, assim começou a história, assim ela se apaixonou...
Quando ela jamais, nunca pensara em se apaixonar, tudo mudou, num mero segundo, numa fração de momento...
Ela estava lá, tinha uma certa mania, histérica, de querer que todos os olhos olhassem prá ela... talvez vestígios de uma infância mimada, mas era assim que ela era... passou por fases desapercebidas, fases de uma compulsividade em querer ser percebida.. se dizia tímida.
Falava, se mexia, mexia histercamente as mãos enquanto falava para conseguir que olhassem pra ela...
Mas, naquele dia, ela não queria ninguém olhando, ela não queria ninguém percebendo a tal lágrima que caía, então ele a olhou... não apenas olhou, foi mais além, a percebeu, como talvez ninguém a tinha percebido, isso a assustou, ela não se habituara àquele tipo de olhar.
ela bancava a forte, mas na verdade não era... num simples olhar, ele a viu linda, mesmo em meio a tantas lágrimas... isso a tocou, como nunca a tocara .
ela se acostumara, ela agora sabia viver só.
Mas, quem disse que ela gostava? no fim da história, era sempre ela esperando que alguém sentasse ao seu lado, que alguém percebesse as lágrimas...
Ele percebeu... as enxugou ...
a partir daí, não houve mais saída... ela se feriu novamente...
Hoje, ela superou... ninguém mais povoa seu coração...
mas, quando se vê desatenta, ainda sente falta do cheiro dele, de um alguém a percebendo como ele fazia, de alquém que a protegia, como ele...
de um quase sorrir como ele quase sorria...
Não a leve a mal, não a julgue por expôr suas lamentações o tempo todo, é só o fato que ela não consegue se livrar do tal nó ... ela só mostra o que guarda abafado na garganta, tudo o que queria realmente dizer, mas nunca houve o momento...

domingo, 28 de março de 2010

um dia simples...


De fato, ela realmente se sentia só.
E esse estado de espírito
já a habitava a um certo tempo.
Pessoas iam e vinham de sua vida,
mas ninguém ousava se alojar.
E isso realmente a cansava.

Um belo dia, mais uma crise,
a velha vontade de gritar, e de novo seu mundo desmoronava.
Mas ela já se acostumara com essas dores.

Nesse meio dia, o alívio.
Um mero sorriso amigo, desses que parecem querer ficar, se instalou em sua vida.

Durou apenas horas,
ao som de um rock qualquer, num momento qualquer...

Mas, aliviou a tal dor que ela sentia.
E se foi num simples abraço, pareceu durar a eternidade.
Deixou para depois a sensação de algo que se materializa, só constrói,
Entre dois olhares, E só !

MONSTROS



Sim, eu cultivo monstros dentro de mim.
Mas, quem não os cultiva?
E eles habitam dentro de mim, dividindo espaços.
Vizinhos a eles estão os sonhos,
as "bolas de sabão"
e o arco-íris que leva ao tesouro perdido.
Eles guerreiam o tempo todo...
Às vezes, os monstros vencem,
E apagam as luzes daqui de dentro,
e então AQUELE BRILHO NO OLHAR ME ABANDONA.
Mas ai, basta-me ver o brilho nos olhos de alguém,
Alguém acreditando na vida como eu,
Que os montros se vão, assustados,
E deixam a paz povoar aqui dentro de novo...

Sometimes











Às vezes, a gente esquece...
Às vezes, ignora...
E o que fomos um dia
Parece que o que ficou
Foi engolido por Glórias Fofas.
Mas, ai, surge, brota,
Como uma luz,
Aquelas esquecidas certezas ainda estão lá.
Não adianta esquecer,
tentar ignorar,
ela ainda são a BASE DA ROCHA,
Mesmo que agora faça parte do muro que agora te isola das DORES, ainda está lá.
Talvez valha a pena destruir o muro.
Se tornar susceptível.
Talvez valha a pena destruir tudo
para dar à pedra-base o seu devido lugar.

Porque, às vezes, A FRAGILIDADE PODE SER SEU MAIOR ESCUDO.